quinta-feira, 28 de abril de 2011

Paixão

Sou areia marcada,
Espuma de onda largada.
Sou a lua que se esqueceu do dia,
A gota insistente,
Cansada, lutada, doida.
Sou a chuva de inverno,
Sou o medo latente.
Num vento de enganos
E numa enxurrada embotada,
Eu te arrasto.
Sou vida vazia,
Eu sou morte plena.
Descalça, com pena da vida
E mágoa de amor
-mal que me seduz.
Num jogo de sorte,
Ao preço dos dias
Um jogo sem nexo
Em que perco e caminho
Morte que grita,
Que nasce e se esquece
Jogo sem nexo,
Que me enleia
E me vivia.

Autora: Ana Paula Costa de Oliveira

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